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Em FRANÇA, a nova reforma dos ritmos escolares, que faz parte do programa de Hollande, e que prevê uma alteração no tempo de ensino para as escolas primárias públicas. A semana escolar, que até aqui tinha quatro dias (os alunos não tinham aulas à quarta-feira), vai ter 4 dias e meio. Por detrás desta alteração está a ideia de que se adequa mais aos ritmos biológicos das crianças, uma vez que o dia escolar passa a ter menos horas, facilitando assim a concentração dos alunos. Esta reforma introduz também três horas de oficinas de atividades extra-curriculares depois das aulas.

 

E em PORTUGAL? Que alterações poderiam ser introduzidas nas escolas para adequar o ritmo dos estudos ao ritmo das crianças? Que mudanças mais abrangentes teriam de ser feitas a nível social? E as famílias? Que podem elas fazer para garantir que os seus filhos descansam e fazem outras aprendizagens (e brincam), mesmo quando os pais chegam a casa tarde e cansados?

 

Um sono saudável

Segundo dois psicólogos especialistas em educação:

 

(1) “Perder uma hora de sono equivale a perder dois anos de maturação e desenvolvimento cognitivo“. A conclusão foi feita por Avi Sadeh, psicólogo clínico israelita especialista em crianças e famílias, que tem estudado os efeitos da falta de sono nos mais novos. Sadeh conduziu um estudo que envolveu crianças do 4º e do 6º ano, sendo que estas últimas dormiram menos uma hora de sono durante três noites. No final do estudo, os alunos do 6º ano que dormiram menos apresentaram um desempenho escolar equivalente aos alunos do 4º ano.

 

(2) A maior parte dos pais que consultam a psicóloga Cristina Valente não consegue estabelecer “um padrão de sono regular” para os seus filhos, diz a psicóloga, que a propósito deste tema citou o estudo de Avi Sadeh. José Morgado, professor no departamento de psicologia da educação no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), diz que muitas crianças apresentam “um défice significativo de horas de sono saudável” e que por vezes esse défice pode traduzir-se em comportamentos de excitação e de instabilidade.

 

(3) “Se for com sono enquanto estou a conduzir, o que faço para tentar manter-me acordado? Canto, por exemplo… Os miúdos fazem o mesmo para tentar manter-se acordados: agitam-se”, explica José Morgado. Mas em alguns casos confunde-se isto com perturbações como a hiperatividade ou o défice de atenção, podendo haver um “sobrediagnóstico” destas situações quando, na verdade, as crianças “andam mal dormidas”, diz o professor do ISPA.

 

Fonte: http://observador.pt/

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publicado às 21:45


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