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Entre colegas é diverso o entendimento que é feito da expressão: "avaliação contínua dos alunos".

 

O termo contínua tem gerado diferentes interpretações.

(1) Uns defendem que a avaliação é contínua, em qualquer momento do ano letivo, quando é expressa pela média de todos as avaliações obtidas pelos alunos. Há-os também que defendem que a cada avaliação (testes, ...) deve ser atribuído um dado peso específico, em função da importância da unidade avaliada no programa de ciclo, e só depois calculada a média ponderada de todas as classificações realizadas pelos alunos desde o início do ano letivo.

(2) Outros entendem que a avaliação é contínua quando é feita com regularidade, sem grandes espaços de tempo a separá-las, recorrendo por necessidade a um maior número de instrumentos diversificados de avaliação, avaliação essa feita período a perído, traduzindo a avaliação final as três avaliações sumativas internas correspondentes aos três períodos letivos.

 

O despacho normativo n.º 24-A/2012, de 6 de dezembro de 2013, na secção II, artigo 3º, apenas refere que "A avaliação é da responsabilidade dos professores, do conselho de turma nos 2.º e 3.º ciclos, dos órgãos de direção da escola, assim como dos serviços ou entidades designadas para o efeito" e que "A avaliação tem uma vertente contínua e sistemática e fornece ao professor, ao aluno, ao encarregado de educação e aos restantes intervenientes informação sobre a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de capacidades, de modo a permitir rever e melhorar o processo de trabalho" não especificando as diferentes modalidades e instrumentos de avaliação a realizar nem explicitando a designação usada de "vertente contínua".

 

O entendimento que mais me agrada enquanto professor é que avaliação contínua é um processo de avaliação constante efetuado ao longo de cada período (do trimestre, do semestre ou do ano letivo), a intervalos de tempo curtos, que inclui, para cada unidade programática, a realização com regularidade das quatro modalidades de avaliação: a avaliação diagnóstica inicial, visando a revisão e a adequação; seguida de avaliações formativas, proporcionadoras de adequações e de informações; de avaliações sumaticas diversas, com pesos diferentes, e finalizada pela autoavaliação. É um processo de avaliação que exige o registo permanente, quase contínuo, de informação por parte do professor e também do aluno.

 

O caráter sistemático é conseguido pela repetição do processo/método de avaliação.

 

O cálculo da média, ponderada ou não, das avaliações realizadas desde o início do ano letivo traduz uma avaliação que também é contínua. No entanto, julgo que este procedimento de avaliação, em certas situações, não traduz com clareza a evolução e a aprendizagem realizada pelo aluno ao longo do ano letivo, podendo mesmo prejudicá-lo ou beneficiá-lo.

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publicado às 17:35



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